terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Israel

Em 27 de janeiro de 2015, os judeus espalhados pelo mundo celebraram a memória do fim da Shoá, o Yom Hashoah, o dia de memória pelas vítimas do holocausto. Não poderiamos passar em branco este dia, triste, mas um grande sinal de que o povo escolhido pelo Criador se mantém firme, apesar das perseguições, não só as de outrora, mas as de agora. Aproveito a ocasião para lembrar o que se disse muito a 70 anos atrás. Que jamais se deixaria passar algo semelhante acontecesse. Atualmente o antissemitismo volta a aparecer nos noticiários, inclusive através de um grupo de protesto do Irã, que em seu péssimo inglês escreveu que Hitler teve razão, muito triste. Mais triste é se nos calarmos diante desses atos de preconceito e violência. Sei que muitos cristãos, alguns dos quais, meus leitores, não se importam com isso: Que violentem a judeus ou mesmo aos nigerianos como vem ocorrendo agora. Imaginem se passasse isso com os cristãos? está passando na Nigéria também. Imagine sofrer a dor da perseguição em sua família? Honestamente, sugiro a quem acredita que Hitler teve razão, ou que admite a violência contra judeus visitar um Museu do Holocausto, e veja nas imagens e objetos os seus filhos, os seus pais, seus irmãos, amigos, talvez você mesmo nesse sofrimento. Talvez muitos de nós, sejamos ingenuamente, descendentes destes que foram perseguidos simplesmente por um laço de sangue. No Brasil há muitos destes, no Brasil milhares, não só deste último Holocausto, mais de tantos outros. Destes e dos Holocaustos nossos de cada dia.



Israel, meu povo que sofre,
Israel, o que teu filho passou.

Mais afiado que o ferro e o cobre,

ao longo do tempo, teu povo tornou

Foi a escravidão no Egito,
No cativeiro na Babilônia o sofrer.
Houve Inglaterra, Portugal, Espanha,
Teu povo perseguido a padecer.

Mas teus filhos insistentes perseguem,
a lei e a luz de teu D-us
E embora o mundo os teus filhos fere;
Com grande amor seguem valores teus.

Sofreste ainda Israel na Alemanha,
nas mãos de malvados nazistas.
foram milhares de mortos com ganas,
de exterminar o teu povo em campanha.

Sois mais que um povo, é Israel,
sois mais que uma grande nação a sofrer.
Pois se um filho teu sente o fel,
milhares, mantém-te no coração, a bater.

Luis Carlos Ribeiro Alves

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Terror nosso de cada dia

Diante de tantas situações de terror ocorrendo no mundo contemporâneo, não nos custa traçar nossa oração. Mais peço desde já perdão, se a alguém ofender, pois o peso da tinta as vezes tem muito poder. Só peço que não só olhem para o que sofre o terror longe, na Europa. Há muitos outros que sofrem, mundo afora e até bem perto, e todos são vítimas. Por mais que se tente, diante do niilismo social, justificar tais atos, eles continuam sendo terror. Ninguém tem o direito de tirar a vida de ninguém, nem mesmo de seu pior inimigo. Essa é uma lei, que embora esteja presente em toda a legislação, em todos os ordenamentos religiosos, o não matar o semelhante, vez por outra, e infelizmente, se toma alguém que não está perto e/ou não partilha necessariamente das mesmas opiniões que nós, como o inimigo a ser combatido. Mas se isso, infelizmente prevalece, é pelo fato de esquecermos que somos irmãos. Filhos da mesma criação, vindos da mesma causa anterior. Por mais que queiramos julgar os culpados e as vítimas, e culpá-los, a depender de nossas posturas filosóficas, religiosas e politicas, ainda assim partilhamos de um mesmo elemento universal, que nos une a todos: Somos humanos, os que morreram na França, na Nigéria, e os que morrem dia-a-dia em nosso país. Não vítimas de governos, ou da falta de segurança, mas da falta de consciência, de que apesar de tudo: SOMOS UM! 


Terror nosso de cada dia
Que quitas a vida dos inocentes,
Perdoe-nos a incapacidade
de julgar o outro daqui pra frente
seja no campo ou na cidade,
onde quer que haja uma vítima,
Que não fiquemos coniventes.

Que seja só um ou um milhão,
Que alguém a queira justificar,
criando-lhe razões quaisquer
Não aceitemos dar perdão,
pois não há o direito de matar,
e partir livre, sem punição.
Seja na França, Nigéria ou Japão.

Que não só vejamos longe,
Mas também o que está perto,
A vitima nossa de cada dia,
Que isso já está bem certo,
de começarmos a combater.
Pois como se iguais não se via,
É assim que temos que ser.


quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

JE SUIS CHARLIE: O TERROR ESTÁ DE VOLTA ( CRÔNICA)



Vejo uma jovem senhora descendo a rua despreocupadamente pela manhã. Parece olhar distante o horizonte. Ao passar diante da padaria do bairro, de repente tudo muda: o olhar antes calmo, agora se torna tenso, olha um lado e outro, como que a farejar o perigo. O passo antes lento, agora é apressado, como que a fugir. Teria lembrado de Paris? Ou o longínquo 11 de setembro de 2001? Ou seriam as guerras entre traficantes que vez por outra estouram nas periferias das grandes brasileiras que estaria lhe vindo a mente? O que seria capaz de fazer com que alguém tão rapidamente seu semblante e suas atitudes?
Hoje, mais do que nunca, vivemos as informações que recebemos a todo instante de todas as partes do mundo na hora que acontecem. Aquela jovem senhora a descer a rua, ao ter a noticia do sombrio evento que a todos despertou neste 7 de janeiro de 2015 e, ao se deparar com o simples cair de uma bandeja de padaria entrara em pânico. Até que ponto estamos seguros?
O veiculo de comunicação atacado na capital progenitora da liberdade e da democracia modernas se prestava a produzir humor qualificado e a divertir seus leitores, aproveitando-se é claro das situações vivenciadas no mundo contemporâneo. Lógico é, que fazer humor, é cada vez mais difícil, uma vez que, ficamos pasmos com os movimentos de intolerância e censura, coisa que parecia a pouco estranha a nosso humor cearense de calçada cotidiano.
O veiculo de comunicação em questão, Charlie Hebdo, tem o costume de publicar cartuns de cunho critico, embora humorístico, a religiões, políticos, grandes corporações, inclusive criminosas. Diríamos que tais sátiras, nada mais são que produto dos gênios que compunham a revista, sobreviventes daquela esperança juvenil daquele maio de 1968.
Outra vez, surge o terror, embora a uma escala menor que o 11 de setembro, mas terror. Estaríamos a caminho de uma nova guerra contra o terror, como a que se seguiu àquele evento? Quantos inocentes terão que morrer? Estaríamos a caminho de uma guerra baseada em valores fundamentalistas?
Outro dia (18/11/2014) um ataque a uma sinagoga abateu  4 judeus que rezavam em Israel. Hoje o ataque a um meio de comunicação porque publicou uma charge satirizando um líder do Estado Islâmico. Há poucos dias uma grande produtora de cinema (a Sony Pictures) foi atacada por hackers na tentativa de impedir o lançamento de um filme, pelo fato de este satirizar um ditador. Seria este um novo período de censura aos meios de comunicação? Quem são os culpados? O Estado Islâmico? Hamas? A Coréia do Norte?

Seria de uma profunda injustiça culpar a todos os norte-coreanos por um evento e aos mulçumanos por outro. Mais injusto rotular os mulçumanos como terroristas. Seria esta a hora de promover diálogo? Não sei. Particularmente, preferia conclamar a justiça, que sejam punidos os verdadeiros culpados, por esta maldosa censura a produção artística e à comunicação.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Ano bom

Esse poema foi criado antes do final de 2014, como estava sem conexão ficou para agora sua postagem. É uma espécie de oração de despedida do ano que passou, agradecendo pelas experiência vividas e de boas vindas ao ano que chega, pedindo a bênção do Eterno para que seja muito melhor.


Ano bom que acabou,
te agradeço todo teu bem
E feliz como ora estou,
Dou boas vindas ao que vem.

Se 2014 foi 100,
2015 será estouro,
De festa e de alegria tambem
E é com o pé direito que vou.

Já vou buscar meu amor,
Seja de carro, a pé ou trem,
E é feliz que eu vou,
Só pra brindar com meu bem.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Natal



A cidade brilha lá fora
São as luzes de
Natal.
É porque já chega a hora
anunciada por uma estrela.
Nascido
num cocho de animal
Está o menino Rei.
Não há pinheiro ou o
Noel
só a luz do Eterno Deus.




Com Votos de um Natal Abençoado e muita paz!!!
Luis Carlos R Alves

sábado, 13 de dezembro de 2014

Novo


Quero uma flor,
Talvez um amor.
Quero um livro,
Que ensine usar bilro.
Quero um novo,
Animador do povo.
Que seja lindo,
Mesmo que do Arlindo.
Basta uma flor,
Mas pode ser,
Mesmo um livro,
Ou até um amor.
Só importa que seja
Lindo, novo,
Que venha do povo.

domingo, 7 de dezembro de 2014

Abraço



Se espaça meu corpo de junto ao teu,
e decanta minha alma em teu calor.
Sente o brando, o vazio, o insensível da tua dor.
E já não se perder mais o meu querer, 
Nem sente a falta, de teu curto respirar;
No improvável que foi o nosso amor.
Somente espero que não passe meu querer,
nem que se esmere teu labor pra me perder.
Que neste espaço nossas almas a cantar,
possam dizer que é bem possível tal amor.