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Não vou...

Passados uns dias de descanso volto agora a versejar para meus amados leitores... Fica a lembrança de que todo o amor que está em nossa vida, apenas soma, jamais subtrai... Só vou olhar uma vez, só vou parar para ver. Não vou deixar que se vá, nem que se perda esse amor. Só vou parar se for pra ser seu pra sempre, e não mais, por um só dia, uma noite, por um só beijo, um calor... Só vou te pedir mais um beijo, um abraço e um afago mais, só uma vida inteira. Só vou olhar uma vez mais e só vou parar pra te ver, e não vou deixar que se vá.

Hoje é um dia de saudades

Muito simples esse poema, o comecei diante do memorial às mães da plaza de mayo aqui na Argentina. Foram mães que perderam seus filhos levados pela cruel ditadura, mas não são só mães, são mães que não verão mais seus filhos, foram filhos que partiram e não poderão regressar, foram mães que educaram a gente lutadora e até agora lutam para que não se repita a mais ninguém o que sucedeu a seus filhos. Este poema é em honra a essas mulheres fortes, que embora não possam lê-ĺo, possam receber a fé e a força para manterem-se firmes na luta contra a injustiça, embora não possam mais abraçar a seus filhos. Hoje o dia foi de saudades, de saudades do que se foi; de saudades do que não chegou; Vendo a mãe que seus filhos perdeu, E a jovem que não viu seu amor. Hoje o dia foi de saudades. daqueles que se perderam e daqueles que não voltaram De saudades dos que se foram e dos que foram vítimas, de saudades com amor e de saudades com dor, De saudades daquelas coisas que poderão lo...