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Hoje eu vi...

Me considero um poeta do olhar, e o olhar aparece para mim como a forma que o homem faz e transforma o mundo em que está. O Olhar é mais que um meio de acesso do homem ao mundo, é a fonte da criação de sentido para tudo aquilo que cerca o homem. Hoje eu vi, e olhei. E parado fiquei, Como passou uma ideia uma luz, uma paz e aí fiz este poema solto, roto, talvez sem par um impar talvez, me cocei o nariz e findei com um ponto o que tinha a dizer.

Hoje é um dia de saudades

Muito simples esse poema, o comecei diante do memorial às mães da plaza de mayo aqui na Argentina. Foram mães que perderam seus filhos levados pela cruel ditadura, mas não são só mães, são mães que não verão mais seus filhos, foram filhos que partiram e não poderão regressar, foram mães que educaram a gente lutadora e até agora lutam para que não se repita a mais ninguém o que sucedeu a seus filhos. Este poema é em honra a essas mulheres fortes, que embora não possam lê-ĺo, possam receber a fé e a força para manterem-se firmes na luta contra a injustiça, embora não possam mais abraçar a seus filhos. Hoje o dia foi de saudades, de saudades do que se foi; de saudades do que não chegou; Vendo a mãe que seus filhos perdeu, E a jovem que não viu seu amor. Hoje o dia foi de saudades. daqueles que se perderam e daqueles que não voltaram De saudades dos que se foram e dos que foram vítimas, de saudades com amor e de saudades com dor, De saudades daquelas coisas que poderão lo...