Não sou um daqueles covardes que não tem coragem de dizer e assumir o que são. Sou daqueles covardes que somente é e cuja existência a ninguém interessa e se cabe a Deus julgar Que não o conte a ninguém.
De sob a cruz de um herege espiei a toda a terra nele redimida e que per si aspirava ondas de sol, de céu e de azul eu pasmei o coitado morreu de pavor sem perdão sem amor se foi só sem de Deus poder receber do amor e o calor da vida herege se foi perdeu-se fora do céu e sem Deus ficou a vagar ou preso ao inferno onde vão todos nós, que não sabemos Do amor e com amor sempre viver Só perdido e coitado pra sempre sem Deus totalmente abandonado. Pobre herege sem amor e vida juntar-me a ti não quero e nem vou.
Estive morrendo de saudades d’um amor que nunca encontrei. Sofrendo até pouco estava até a hora em que te encontrei. Sei muito bem que não sabes o quanto eu me encantei. Bem mais que quando em Cades para a vida eu despertei. Muito bela tu estavas, e eu, apenas te olhei enquanto só me encantavas. Embasbacado eu fiquei ao perceber que me olhavas o que senti ali, nem sei.
Hoje me revelei ao amor que outro dia solitário encontrei Sem sorrir e entregue à dor e a seu carinho m’ presenteei. D’aquele momento até hora estou a encantar-me qual jovem rei co’ a plebéia e seu frescor que embevece-lhe de prazer. E como te busco sem dor, com esperança encontrar-te-ei para realizar-me no amor. E tudo o que ora mais sei é que meu coração vos dou. Ora, te amo como nunca amei.
Só tenho uma paixão a um único amor busco. A vida e viver são-me então prenda e razão do que luto. Morrer-me é sem razão se não deixar-vos só fruto em pensamento ou canção seria qual ferro bruto. que per si não tem ação e é contra isso que luto com toda e só uma paixão. pra poder deixar meu fruto à um só ou à nação pois que ora no amor debruço.
Buzinas faróis, motores vidas que vão e vem pedestres, transeuntes gritos e produtos promoções. Tudo isso é a rua nas cidades frutas, roupas carnes, calçados tudo é produto se compra ou se vende é essa a vida da cidade e na cidade. Para uns encanto a outros desprezível fazer o quê? é a vida A vida na cidade.
Ser humano apenas ser ético e transcendente complexo universalmente Ser de si Desde o embrião. Ser de paixão amor e revolução. Um simples ser Coitado Que inda nem sabe que é.
Vou te contar todas as minhas quimeras. te cantar as minhas mazelas me encantar com as jovens gazelas e morrer de chorar nas sentinelas me deixar a morrer sem querelas. vou mergulhar num mar de esperas pra te amar sem qualquer reservas simplesmente amar sem esconder-se nas janelas abertamente amar sem precisar de cancelas só de nós dois e a chancela.
Nasci como pobre sedento de vida e amor. cresci como incipiente sempre a buscar ao mundo e a mim entender. Ora sou só um poeta vivente padecente simplesmente sendo sou eterno incipiente.
Asceta sou da vida e do amor e procurando estou só um remédio pra curar a ferida da tristeza e do tédio da solidão em que estou. Quero um amor que me eleve ao céu e faça-me artista ao menos melhor que o asceta que sou do amor.
Loucuras Sonhos Aventuras de poeta Puras Exponho Em cantos e novelas Nuas Em celas Presas suponho Em fuga D’outros e delas Conto Encontro Busco sempre e espero Simplesmente viver Aventuras de poeta.
Cada abraço que dou Vai-se um amor Cada poema que escrevo Nasceu de um desprezo Cada nota que canto Brotou de um pranto Cada vez que beijo Minha vida ensejo Cada instante que paro Com uma escolha deparo Cada vez que desejo Morro de medo E toda vez que sou, Um simples poeta Simplesmente Não sou O que nasci para ser Um amante de você Que tenta um pouco aprender A ser o que sou e Simplesmente Amar a você. E ser pobre cantor de você Simples poeta ser.
Fui à beira mar Pra tentar te esquecer Olhei para o mar E o que vi?...Você. Subi ao pico de alta montanha Pra nunca mais te ver, E acabar por te esquecer; Chegando lá, olhei para um lado... E vi... Você. Fiz uma fogueira e nela, Coloquei as lembranças suas Pra nada ter de bom de nós dois. Quando olhei para o fogo Vi seu rosto a sorrir pra mim. E neste momento, de raiva ou amor; De ódio ou paixão; Perguntei a Deus... POR QUÊ??? Que eu não posso te esquecer?
Num segundo vai o tempo, E como num vento, Vai-se a vida E fica só a ferida. Tanta gente morre cedo, Entre nós reina o medo, Dos mais diversos males. A mim custa que te cales? Se tu morres, eu fico; E continuo a luta afinco. Antes você do que eu; Eu continuo, você morreu. É uma pena que te vás, Mas fico eu a lutar. E isso é que é importante: Continuar, na luta constante. Sei que me vou também, Um dia lá pro além; Mas enquanto estou aqui, Vou meus pensamentos abrir.