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Mostrando postagens com o rótulo dor

Abraço

Se espaça meu corpo de junto ao teu, e decanta minha alma em teu calor. Sente o brando, o vazio, o insensível da tua dor. E já não se perder mais o meu querer,  Nem sente a falta, de teu curto respirar; No improvável que foi o nosso amor. Somente espero que não passe meu querer, nem que se esmere teu labor pra me perder. Que neste espaço nossas almas a cantar, possam dizer que é bem possível tal amor.

Hoje é um dia de saudades

Muito simples esse poema, o comecei diante do memorial às mães da plaza de mayo aqui na Argentina. Foram mães que perderam seus filhos levados pela cruel ditadura, mas não são só mães, são mães que não verão mais seus filhos, foram filhos que partiram e não poderão regressar, foram mães que educaram a gente lutadora e até agora lutam para que não se repita a mais ninguém o que sucedeu a seus filhos. Este poema é em honra a essas mulheres fortes, que embora não possam lê-ĺo, possam receber a fé e a força para manterem-se firmes na luta contra a injustiça, embora não possam mais abraçar a seus filhos. Hoje o dia foi de saudades, de saudades do que se foi; de saudades do que não chegou; Vendo a mãe que seus filhos perdeu, E a jovem que não viu seu amor. Hoje o dia foi de saudades. daqueles que se perderam e daqueles que não voltaram De saudades dos que se foram e dos que foram vítimas, de saudades com amor e de saudades com dor, De saudades daquelas coisas que poderão lo...